Rebocador Yarra RC – Totalmente caseiro – Quase pronto

E vamos nós dando sequência na construção desse rebocador. O projeto que usei é do Yarra. Ou seja, o casco eu segui completamente o projeto original. Porém quanto aos acabamentos (fittings) eu dei meu toque pessoal, inclusive adicionando coisas que não existem no projeto. Já outras coisas até existem no projeto original, mas eu alterei de alguma forma. Posso, por exemplo, citar o jato de água presente nesse rebocador. A maior parte desses grandes rebocadores possuem algum tipo de dispositivo que jorra água. Quem nunca viu rebocadores ‘batizando’ um novo navio jogando sobre ele esse jato de água?

Mas é claro que essa água pode também ser utilizada para funções muito mais nobres, como apagar um incêndio. Assim, o rebocador pode jogar água sobre as chamas de um outro barco. Mas voltando ao meu projeto, eu havia dito que fiz algumas modificações. Sim. Nessa questão do jato de água, originalmente ele fica localizado no teto da cabine. A explicação para ele estar ali é dada pelo fato de ser o local mais alto e assim ajudar a água a chegar mais longe. Só tem 1 coisa quando se trata de um modelo (barco) de rádio controle.

Ao acionar e desligar a água, uma pequena fração da água vai cair sobre partes da embarcação. Eu não queria que isso ocorresse, por isso fiz com que meu jato de água saísse de uma das laterais do barco (bem próxima a borda do navio).

Essa foi uma das várias alterações que realizei no projeto original. A minha intenção nunca foi seguir exatamente os acabamentos do original. Mas é claro que alguns preferem fazer algo o mais próximo possível do modelo. Eu mesmo tenho alguns colegas nautimodelistas que seguem esse princípio. Bom, voltando ao barquinho, ele já está bem próximo de terminar. Também, já era hora. Foram alguns anos trabalhando nele.

No vídeo abaixo dá para ver mais detalhes de como está ficando a construção.

Mostrando a cabine finalizada do Rebocador Yarra – LEDs – Barco nautimodelo de rádio controle.

Nossa esse projeto do rebocador Yarra tá durando. Já estou há alguns anos trabalhando nele. É claro que a gente trabalha e para e volta depois. Afinal, não dá tempo de ficar focado só em um projeto que por si só, é enorme. São muitos detalhes no projeto. E olha que eu nem sou tão detalhista nas minhas construções. Mas nesse projeto procurei tentar fazer alguns detalhes de forma mais cuidadosa. Porém a demora não fica muito por conta disso e sim devido ao fato de ser um barco grande. Afinal, tem 1,20 metros de comprimento e uma boca larga também. Isso significa que, por exemplo, a massa, lixamento, pintura e outros, acaba se alongando mais ainda. Falando em pintura, vocês podem ver que existem várias partes na cor laranja. Isso porque eu pretendo pintar o casco dessa cor.

Na própria cabine da embarcação vocês podem ver partes nessa cor. Inclusive é sobre ela que gostaria de falar nesse artigo. Essa cabine deu um trabalho grande. Afinal, é pequena e por ser pequena torna tudo mais difícil de trabalhar por não existir muito espaço. Olha, mas ela ficou bonita. Têm vários LEDs. Fico só pensando em como vai ficar durante uma navegação noturna. Sim, vou fazer uma navegação desse tipo com esse barco. Até porque o próprio barco, como um todo, possui mais de 30 LEDs. Enfim, será que estou fazendo um barco ou uma árvore de natal? ehehehhe

Mas voltando ao assunto da cabine eu queria deixar claro que não segui o projeto original. Eu fiz algo totalmente personalizado e mais simples, com menos recortes, justamente para encurtar o desenvolvimento. Essa cabine originalmente tem várias gaiutas, ou seja, pequenas janelas e eu tirei isso fora do meu projeto. Ah, tem uma coisa bem legal no teto da cabine. Eu coloquei um radar movimentado por um servo que gira em 360 graus. Eu fiz a adaptação do servo. Aqui no meu site tem um ebook gratuito onde eu explico, entre várias outras coisas, com fazer isso. Baixa lá o ebook. No mais é assistir o vídeo para ver mais detalhes do projeto.

Um exaustor para sua bancada – Elimine o problema da fumaça do ferro de soldar

Esse artigo é para ajudar você com sua bancada de eletrônica. Nós sabemos o quanto aquela fumaça que fica saindo do ferro de soldar incomoda, né? Não é nem um pouco saudável ficar inalando ela. Por isso é importante soldar em uma área arejada e ventilada. Porém muitos de nós têm bancadas/oficinas em locais não tão arejados. Então uma boa saída seria montar um exaustor para retirar a fumaça do ferro de soldar.

O exaustor é um pequeno ventilador mas com uma boa força de movimentação do ar. Você pode comprar pela internet e escolher entre uma grande variedade de modelos. Mas você também pode adaptar com alguma ventoinha ou um ventilador que você tenha em casa. O meu exaustor funciona com a rede elétrica de 127 Volts. Eu o montei virado para a janela, vou explicar para vocês. A minha bancada até fica do lado de uma janela, mas ela é alta, ou seja, meu espaço não é bem arejado por essa razão. Mas com o uso do exaustor cria-se um movimento de sucção no ar logo acima do tampo da bancada que é possível ver a fumaça sendo sugada. Assim eu posso dizer que o exaustor ajudou muito no trabalho com a soldagem.

Alguns exaustores fazem um pouco de barulho e aqui te deixo uma dica. Você pode dotar a ligação elétrica dele de um dimmer e assim até controlar a velocidade do motor e também o nível de ruído dele. Assim você pode encontrar um meio termo entre barulho e sucção de forma mais fácil. Quanto ao dimmer, existem duas opções: comprar ou fazer. Olha, trata-se de um equipamento bem barato e facilmente encontrado no comércio de materiais elétricos. Mas se desejar construir um também não terá dificuldades. Existem vários circuitos muito simples pela internet.

O uso do capacitor na troca de baterias no uso do FPV

O capacitor é um reservatório de cargas. Ou seja com ele é possível armazenar uma carga que pode ser consumida após determinado momento. Dependendo da aplicação o comportamento desse componente pode mudar. Se ele estiver em série ou paralelo ou mesmo se CA ou CC o resultado será diferente. Eu possuo uma caixa de campo utilizada para FPV. Ali tem tudo o que preciso para FPV. Resolvi alimentar todo o sistema com duas baterias LIPO 3S. Mas veja que elas não são usadas ao mesmo tempo. Enquanto uma está em uso a outra está descansando. Porém essa segunda está conectada ao sistema, mas não em uso.

Então criei uma chave do tipo DPDT em que atuo para fazer a troca de bateria. Ou seja, eu deixo de consumir uma e passo para a outra. Quando fiz isso queria que todo o sistema se mantivesse em funcionamento. Pois na hora da troca poderia ocorrer de algum dispositivo desligar como o receptor, por exemplo. E como fazer para isso não ocorrer? Foi aí que fiz uso do capacitor. Ele guarda as cargas e no breve momento em que as baterias estão sendo trocadas pela chave o capacitor segura todos os dispositivos em funcionamento. Na verdade não fiz o uso de um único capacitor, mas de 2. São dois capacitores ligados em paralelo de forma a aumentar a sua capacitância. Cada capacitor possui 4700 uF. A chave utilizada na troca foi uma DPDT de 9 pinos.

Nesse vídeo abaixo vai ficar mais claro a coisa toda em ação.

Como faço para carregar as baterias na caixa campo

Para carregar as baterias LIPO sempre precisamos de alguns itens. Um carregador e uma fonte são os mais básicos necessários. Porém a coisa toda pode ficar ainda maior com a intenção de carregar as baterias de forma mais controlada. Essa foi minha intenção quando construí uma unidade em minha caixa de campo apropriada para fazer as cargas nas baterias LIPO. Sabe aquele monte de fios espalhados durante a carga? Então, eu consegui me livrar deles através de uma organização e instalação desse conjunto na minha caixa de campo.

E não foi só isso. Adicionei mais alguns equipamentos com a intenção de deixar tudo bem fácil durante o uso. Coloquei um mostrador da rede CA de tensão e corrente consumida. Instalei também um mostrador de tensão CC e corrente consumida. A fonte de alimentação usada no carregador é uma do tipo chaveada de 12 Volts x 30A. Sim, um exagero, mas que me atende também em outras finalidades devido a elevada capacidade de fornecimento de corrente. A fonte fica presa na lateral da caixa de campo junto a todo o conjunto. Dessa forma não corro o risco de esquecer nada. Montado dessa forma eu consigo facilmente recarregar as baterias onde tiver disponível uma tomada da rede elétrica. Até em casa uso esse carregador. Fica tudo organizado sem fios espalhados pela mesa ou pelo chão durante a carga.

No vídeo tentei detalhar ao máximo os pontos que descrevi. Veja só.

Como fazer radar para cabine de comando em lancha ou barco RC com servo quebrado

Quando um servo seu quebrar você não vai mais jogar ele fora. Isso! Na verdade você vai até comemorar. hehehehe. Bom, talvez nem tanto. Mas a razão disso seria você usar um servo que já não atende mais na sua função básica para usar com outro propósito. Esse propósito seria fazer com que o motor dele passe a girar livremente sem a eletrônica interna. Com somente 1 única pilha pequena você pode colocar o servo para girar. Além disso só é preciso um pequeno ajuste na engrenagem de forma a permitir o giro completo. Ou seja, dessa forma passamos a usar toda a caixa de redução do servo e seu motor com outra finalidade.

Eu uso muito para movimentar, por exemplo, radar em navios. Com 1 única pilha ele gira numa velocidade muito boa a ponto de ficar bem real. Mas você pode usar para outras finalidades. Pode até movimentar uma pequena roda de um carrinho com ele. Se você quiser mais detalhes além desse vídeo sobre essa adaptação, baixa meu ebook aqui mesmo nesse site. Lá eu mostro em fotos detalhadas como fazer essa adaptação.

 

 

Aprenda a montar um controle remoto – passo a passo – Instale em uma lancha ou carrinho

Você já pensou em montar um controle remoto caseiro? Pois então eu vou te ajudar. Eu desenvolvi um curso super didático e cheio de experimentos para mostrar de uma forma simples como você também pode montar o seu. Nesse curso eu te ensino como fazer um circuito de controle remoto para você utilizar em diversas aplicações, como em automodelo ou nautimodelo, por exemplo.

Eu também ensino sobre o funcionamento dos componentes eletrônicos com uma série de experiências. Só após passarmos por essas etapas que vamos de fato tratar do circuito do controle remoto. São mais de 7 horas de aulas para você também fazer o seu. Depois de pronto eu mostro como instalar o rádio controle em 2 barcos e em 1 carrinho. O curso pode ser parcelado em até 12 vezes no cartão de crédito por meio da plataforma Hotmart.
Acesse o link a seguir para ver mais detalhes e fazer sua compra:

https://go.hotmart.com/V40316671N

O que acha de montar um barco solar de controle remoto?

Pessoal, esse aqui é um experimento que estou fazendo. O que vocês acham de navegar usando somente energia solar? Sem ter nenhuma bateria a bordo. Pois é, essa é a ideia aqui. Como em um barco a questão de peso e tamanho não é problema, eu pensei em fazer um barco experimental movido a energia solar. Sem colocar nenhum tipo de bateria. É claro que existem problemas. Por exemplo, um dia nublado pode não ser o melhor dia para se navegar.

O barco até vai conseguir navegar, mas talvez a velocidade final fique prejudicada. Existem ainda outros problemas, como uma nuvem no céu. Para ajudar um pouco nessa questão, eu coloquei alguns capacitores de elevadas capacitâncias em paralelo. Assim, a dependendo do tamanho da nuvem e da exigência da motorização ajuda a suavizar esse desafio.

Além disso, como já disse, as placas solares são grandes e por isso o modelo precisa ter espaço suficiente para colocá-las. Esse barquinho eu fiz super experimental, utilizando garrafas PET. Mas é claro que no futuro vou desenvolver um casco bacana para ele. A ideia aqui é testar o conceito e poder fazer experiências para aprimorar o projeto.

E para você que está interessado em conhecer todas as etapas que fiz nessa construção, gravei uma série de vídeos explicando elas. Assim, você também pode construir o seu. O projeto em si ficou muito legal e totalmente funcional. Eu utilizei 2 células solares, onde cada uma fornece 12 Volts. A corrente nominal que cada uma é capaz de fornecer é 250 mA. Pode parecer pouco, mas a questão é dosar corretamente o motor que será usado para a propulsão. Afinal, ligando essas duas células em paralelo eu obtenho uma corrente de 500mA, um valor bem interessante, né?

Então para isso, eu peguei vários motores que tinha aqui na minha sucata, para fazer testes. É claro que esses motores eram para 12 Volts, isso é essencial, pois essa é a tensão da célula. Porém entre os vários motores que tinha, alguns se mostraram melhores para o projeto, pois seu consumo de corrente era baixo. E mesmo com baixa corrente, alguns deles mostravam-se com bom torque, o que me levou a decidir por esses.

Tem um vídeo mais a frente onde mostro o consumo de corrente total do projeto e você vai ver que realmente ele ficou muito baixo. Mas é claro que com o motor na água, devido ao atrito do hélice com a água, o consumo de corrente irá subir um pouco, mas nada que fique fora do que minhas células solares conseguem fornecer.

Para o controle da direção eu optei pelo pequeno servo de 9 gramas. Esse é um servo muito barato e leve. Mas tem o problema de não ser a prova d´água. Então, volto mais uma vez para o que disse anteriormente. Esse projeto é experimental e o servo de 9 gramas tem a vantagem, além de tudo, de consumir uma corrente baixa. No mais usei um ESC com BEC. O ESC sim é a prova d´água e será mantido em definitivo nas melhorias desse barco no futuro.

Sobre as células solares, eu as comprei no Mercado Livre. Você encontra muitos tamanhos, preços e modelos diferentes, por isso acho importante você analisar bastante todas as opções. Ou seja, não precisa ser exatamente a mesma que utilizei. É só atentar para a tensão que deseja utilizar e o PRINCIPAL, a capacidade de fornecimento de corrente. Daqui uns meses eu vou colocar tudo isso em um novo casco e fazer um upgrade no projeto. Mas por hora, assiste tudo o que já fiz nos vídeos abaixo.

ESC a prova água – ótimo para lanchas e carrinhos off-road

Os motores sem escovas precisam do uso obrigatório de um ESC – eletronic speed control. Isso ocorre pois a forma como os motores brushless são construídos precisam que os seus enrolamentos sejam acionados segundo uma determinada sequência. Isso não é necessário para um motor com escovas. Mas veja que caso você não utilize um ESC em um motor com escovas só existem duas opções: Ou ele está ligado ou desligado. Caso você deseje controlar a velocidade do motor será também necessário o uso de um ESC. Nesse caso porém o ESC a ser utilizado é específico para motores com escovas.

Algumas vezes iremos colocar o controle remoto em veículos que estão sujeitos a se
molharem, como um barco ou um carrinho off-road. Dessa forma é necessário o uso de um ESC que suporte a água e caso molhe o mesmo não estrague. Isso existe, são chamados de ESC à prova d´água. O princípio de funcionamento é o mesmo de um ESC tradicional.

Existem ESCs à prova d’água tanto do tipo para motores sem escovas como para motores com escovas. Lembre-se para identificar facilmente o ESC quanto ao tipo de motor que o mesmo está apto a controlar, você deve verificar quantos fios existem na extremidade que será ligada ao motor. Se existirem somente dois fios, trata-se de um ESC para motores escovados. Caso ele possua três fios, você está diante de um ESC que deve ser utilizado com motores brushless, ou sem escovas.

Módulo do rádio Turnigy V2 com antena externa

O módulo transmissor da Turnigy que vem com o rádio Turnigy 9X, tem o inconveniente da antena ser externa ao módulo. Dessa forma um fio fino liga uma coisa na outra. Isso é bem ruim, pois atrapalha até para tirar o módulo (o que é impossível nesse caso). Por querer usar outro módulo no meu rádio Turnigy, retirei o original. Instalei o módulo Corona o qual não tenho nada a reclamar. Excelente módulo TX.

Para poder deixar funcional o módulo Turnigy V2 original, fiz a gambiarra abaixo. Um furo na parte traseira do módulo e instalei a antena.

Módulo do transmissor Turnigy
Módulo do transmissor Turnigy

Pronto. Agora quando quiser trocar de módulo fica fácil. Para usar o simulador de voo necessita-se também retirar o módulo. No caso do Turnigy 9X aquele fio tornava a situação incômoda por deixar o TX pendurado por ele. Agora não tem mais esse problema.