Desenvolvimento de projeto de circuito para acionar corretamente monitor de áudio e a mesa de som

Em um estúdio de música, existem algumas partes essenciais para o funcionamento do mesmo. Entre elas, cito a mesa de som e os monitores. Os monitores são as caixas de som utilizadas no processo da mixagem.

Essas caixas normalmente são do tipo ‘flat’. Isso significa que elas procuram manter a reprodução como foi feita durante a gravação original, sem adicionar ‘coloridos’ na música. Assim, os monitores são parte fundamental nessa dinâmica da gravação e mixagem. E como você pode perceber, pelas características dos monitores, eles não são itens baratos. É bem verdade que você pode em princípio usar qualquer caixa de som para gravar e mixar. Mas saiba que os monitores, como disse, possuem características sonoras que os distinguem.

Assim, se os monitores são caros, é melhor cuidar bem deles. Pois só assim poderemos fazer uso por anos. Isso mesmo! Saiba que os monitores são peças que podem fazer parte do seu estúdio por muitas décadas. Ao contrário de mesas de som, que a cada momento surgem novos modelos e com várias automações. Tanto que existem vários produtores que ainda utilizam-se das famosas caixas NS10 da Yamaha em seus estúdios. Esses foram monitores que ficaram muito famosos há muitas décadas (foram lançados em 1978) atrás e alguns ainda acham que são excelentes fontes de referência para gravação e mixagem.

A mesa de som, com disse, é uma outra parte muito importante desse contexto. Elas são a interface de entrada do áudio e também podem ser usadas durante a mixagem. É bem verdade que hoje você pode mixar somente utilizando softwares, mas se desejar saiba que é possível fazer esse trabalho como era realizado antigamente. Embora, grandes estúdios ainda usem a mixagem na mesa. Mas lembre-se que para mixar na mesa, você precisa também de uma placa de som que suporte vários canais, tanto para In quanto para Out.

Escolhi falar da mesa de som e dos monitores, pois um está literalmente ligado ao outro. Ou seja, o som que chega até os monitores passou anteriormente pela mesa de som. Essa relação faz com que apareça um pequeno inconveniente durante o momento em que você liga esses equipamentos. O que ocorre é que se o monitor de áudio for ligado antes da mesa de som, você ouvirá um estalo nos alto-falantes dos monitores. Esse estalo será tão maior, quanto maior for o volume em que estiverem os monitores.

Para evitar esse problema, existe um regra para ligar e desligar a mesa de som e os monitores. Portanto, na hora de ligar, iniciamos sempre pela mesa de som e depois pelos monitores de áudio. Para desligar fazemos o inverso. Ou seja, primeiro desligamos os monitores e em seguida a mesa de som.

Mas para ajudar mais ainda e você poder ligar tanto a mesa de som quanto os monitores com o uso de somente 1 chave, desenvolvi um circuito. Sim, você não vai achar ele em alguma revista ou outro site por aí. É um projeto próprio para resolver esse problema que citei.

O Circuito

O circuito pode ser analisado sob dois blocos. Um deles é responsável por acionar a mesa de som e o outro os monitores de áudio. Todos os componentes usados são comuns e fáceis de serem encontrados no comércio. Abaixo encontra-se o diagrama esquemático do circuito.

Para acionar a mesa de som e também os monitores, utilizo dois relês. Esses são relês de 1 contato reversível para uma corrente e tensão no contato, suficiente para ligar a mesa e os monitores. Assim, caso sua mesa de som consuma uma corrente de 1A sob uma tensão de 127 Volts, você precisará de um relê cujo contato suporte esses parâmetros e com alguma folga. Já a bobina do relê deve ser para uma tensão de 9 Volts.

Os diodos são de uso geral, podendo sofrer variações em seus valores sem danos ao funcionamento. Os resistores são para 1/4W, ou superior. Os dois transistores usados são do tipo NPN de uso geral, podendo ser testados variações como BC 548 e BC 549. Os capacitores são eletrolíticos com uma tensão de trabalho superior à 25 Volts. circuito foi alimentado com uma bateria de 9 Volts. Porém nada impede de utilizar uma fonte de alimentação externa.

Funcionamento do circuito:

Todo o circuito pode ser analisado e compreendido pela presença de dois temporizadores. Os transistores são levados do corte à saturação ou da saturação ao corte, no acionamento e ao desligar o relê, respectivamente. O que provoca o retardo nos dois circuitos, é a presença dos capacitores e resistores. Para ligar o monitor de áudio com retardo, o capacitor se carrega mediante o resistor o que estabelece um regime de caga controlado. Só após essa carga o transistor entra no estado de saturação. Enquanto isso, o circuito que liga a mesa de som é acionado no mesmo momento em que a alimentação do circuito é ligada. Isso se dá, pois a saturação desse transistor independe de atingir determinada carga no capacitor.

Por outro lado, no momento em que o circuito é desligado, o transistor presente no circuito do monitor de áudio é imediatamente levado ao corte. Enquanto o circuito da mesa de som desliga com um retardo. Esse retardo ocorre, pois o capacitor de elevada capacitância ligado na base do transistor, irá se descarregar por meio do resistor de base. O diodo de proteção D3 impede que essa descarga afete o circuito do monitor de áudio.

No vídeo abaixo, procurei esclarecer todo o processo de funcionamento em mais detalhes. Utilizei inclusive um software para simular o funcionamento. Lembrando que os valores dos capacitores e resistores do circuito podem ser alterados para buscar diferentes constantes de tempo de acionamento e desligamento.

Como adaptar uma duchinha de água para banheiro para acionar motobomba – Ideia simples e funcional

Muitas vezes necessitamos de água doce para limpar em locais onde seu acesso não é simples. Como por exemplo, ao levar um barco rádio controlado para ser utilizado em um lago de água salgada. Ou seja, após retirar o barco da água como fazer para limpar ele?

Nesse artigo trago uma ideia simples para resolver esse problema. A solução seria construir um reservatório de água que fosse acessado por uma pequena bomba. Essa bomba seria acionada por meio de um dispositivo adaptado em uma pequena ducha. Esse acionamento leva por sua vez, a ligar os contatos de um relê. Esse relê então seria o responsável por de fato ligar e desligar a pequena bomba d´água.

Vários são os modelos diferentes de bomba de água disponíveis no mercado que você pode estar fazendo uso. Um desses modelos que pode ser adaptado nessa invenção seria a pequena bomba de água usualmente utilizada em limpeza do para-brisas de automóveis.

Essa pequena bomba pode ser encontrada em qualquer casa de material automotivo. Mas lembrando que ela foi idealizada para funcionar por períodos curtos. Assim não dá para usar ela em períodos longos, pois a mesma aquece muito. Ela é meio que blindada e isso dificulta muito a troca de calor do motor com o meio ambiente.

Como ponto positivo dessa bomba está seu preço e também a facilidade de ligar com 12 Volts. O consumo de corrente está em torno de 2A. Então é preciso utilizar uma boa fonte para ligar esse motor.

A adaptação na ducha de água é simples. Mas devido a essa simplicidade ela não tem capacidade de acionar diretamente o motor da bomba. Afinal são 2A. Então é preciso que esses contatos da ducha acionem o relê que mencionei no início do texto.

O relê que será usado precisa ter a bobina para 12 Volts e contatos que suportem com folga os 2A de consumo do motor da bomba d´água. Lembrando que um pequeno circuito com um transistor, um resistor e um diodo, já resolve nosso problema. Para deixar mais claro eu fiz um vídeo mostrando a duchinha.

Inclusive nesse vídeo mostro detalhes de como adaptei os fios na ducha de água.

Análise das demonstrações financeiras – Resenha crítica

Ser o que é ou parecer o que não é. Eis a questão?

Autor: Alex Baroni

JONES, Michael. Creative Accounting, fraud and international accounting scandals. England: Ed. Wiley, 2011.

SZUSTER, Natan. et al. Introdução à Contabilidade Societária. 4a Edição. São Paulo: Editora Atlas, 2013.

Uma pessoa ao olhar-se diante de um espelho moderno enxergaria seu reflexo com perfeição. Porém a análise que permeia o trabalho que ora se inicia, pondera o seguinte questionamento: Uma companhia diante de suas demonstrações financeiras, enxerga aquilo como um reflexo fidedigno de suas operações? Seguindo os princípios das leis que as cercam a resposta deveria ser um sonoro “sim”. Muitos autores se debruçaram ao longo dos anos a estudar os artifícios, deveras criativo, de uma série de diferentes companhias no processo de lançamento e escrituração de sua contabilidade.

Entre eles, podemos citar Jones (2011), que realizou um trabalho que envolve a análise de como diferentes companhias buscam formas de adulterar seus números na tentativa de exprimir através deles algo que de outra forma os mesmos não seriam capazes de externar. Algumas vezes, por exemplo, inflando as vendas da companhia e mostrando que o resultado anual foi muito maior do que se imaginara. Ou até quiça, para evidenciar que a companhia teve um crescimento expressivo no último ano, quando na verdade isso não ocorreu.

Jones (2011), elencou as cinco maiores práticas, ao que é conhecido como contabilidade criativa. São elas: aumentar a renda, diminuir as despesas, aumentar os ativos, diminuir os passivos e aumentar o fluxo de caixa. Conforme Jones (2011) ponderou, é possível ainda manter equacionados os débitos e créditos de acordo com o método das partidas dobradas, porém reclassificando os lançamentos de outra forma. Como exemplo, pode-se citar uma despesa lançada como um ativo ou um passivo como renda, buscando a manipulação dos resultados.

Em linguajar claro, as companhias que assim fazem estão cometendo fraude, ficando a mercê de sanções a serem aplicadas pelos órgãos competentes. As fraudes são concretizadas de fato, através de basicamente dois pilares: apropriação indevida de ativos e transações fictícias. Jones (2011), entre outros pontos, relata em seu texto o que é conhecido como big bath. Ou seja, através dessa prática os gestores diminuíam a renda no ano da transição de forma que os lucros futuros poderiam vir a ser manipulados no ano seguinte.

Jones (2011), expõe o que é conhecido como o relatório anual da empresa, também chamado de impression management (gerenciamento da impressão). Alguns gestores utilizam-se desse documento para manipular e/ou induzir as informações ali presentes, no intuito de fazer com que os leitores assumam um determinado viés durante a leitura. Nesses relatórios, basicamente três métodos são usados para melhorar a impressão dos resultados: narrativas, gráficos e fotos.

As narrativas desses documentos tipicamente não sofrem auditoria e por isso tornam-se mais vulneráveis de serem manipuladas. A estratégia utilizada nesse processo é buscar enfatizar as boas notícias. Também tenta-se atribuir os resultados ruins a situações fora do controle, como uma recessão. De outra forma, por vezes acabam expondo situações ruins utilizando-se de profunda linguagem técnica, dificultando a análise por parte de quem as lê.

Mas há saídas para que seja possível dirimir tais práticas. De posse, por exemplo, de documentos que exprimam o balanço patrimonial da companhia (BP) e/ou a demonstração de resultado do exercício (DRE), é possível realizar uma série de diferentes análises.

Szuster et al. (2013), expuseram diferentes propósitos da análise financeira, como por exemplo: mensurar o desempenho das unidades, verificar a situação das empresas investidas e analisar a situação creditícia de clientes, concorrentes e fornecedores. Szuster et al. (2013), explicitaram em seu livro literalmente mais de duas dezenas de diferentes fórmulas que buscam denotar os reais números auferidos pela corporação.

Por fim, recorramos a uma análise mais detalhada do subtítulo shakespeariano do trabalho aqui exposto, ‘Ser o que é ou parecer o que não é. Eis a questão?’. Através desse, cabe então lembrar que a frase final no formato interrogativa, questiona algo que não deveria ser tema de discussão, caso as companhias tivessem como parte de suas prerrogativas assumirem a transparência de seus números.

Ou seja, a fraude, além de ser um crime, gera uma série de graves consequências para a situação econômico-financeira de um país. Por exemplo, companhias que venham a induzir investidores a julgarem que a mesma é saudável financeiramente. Assim, esses colocam seu dinheiro em um castelo de areia, sujeito a desmoronar sob a mais singela brisa. Cenário esse que leva a expor as fraquezas de governança corporativa da instituição, podendo causar caos na economia.

Porém, graças a estudos como de Jones (2011) e Szuster et al. (2013), os auditores e stakeholders possuem ferramentas para buscar coibir ações que busquem uma manipulação do cenário da instituição.

Como transformar o carrinho de carrinho de controle remoto (circuito do receptor) em rádio FM

Muitos nem imaginam mas dentro do pequeno circuito receptor de um rádio controle de brinquedo existe quase tudo o que é preciso para montar um pequeno receptor FM. Essa placa possui como primeira etapa um circuito responsável pela recepção do sinal. Formado por capacitor e bobina, temos um circuito sintonizado. Como trata-se de um receptor de rádio controle, essa sintonia está feita para atuar em uma outra frequência que não seja de FM. Isso ocorre, pois a frequência de FM já possui várias estações estabelecidas e sendo assim poderia se transformar em interferências para o funcionamento do controle remoto.

Mas como nossa intenção é transformar esse circuito em um receptor de rádio FM é preciso inicialmente atuar nesse circuito de sintonia para mudar a faixa de recepção. Importante destacar que a captação das ondas de rádio, quanto à sensibilidade, irá variar bastante em relação ao local onde você mora. Assim, caso more próximo a estações transmissoras a sintonia será mais fácil. Além disso, o ideal é morar em uma casa ampla com terreno, pois experiências dentro de um apartamento nas grandes cidades pode dificultar o resultado.

Veja que da forma como expliquei você pode também ajustar esse circuito de sintonia para captar diferentes faixas de frequência, como aviões, por exemplo. Nesse caso a busca pelas estações se mostra mais trabalhosa, pois os aviões não ficam transmitindo o tempo todo. Caso você resida próximo a um aeroporto será mais fácil captar as ondas que as torres enviam para os aviões. Enfim, é mais uma ideia que você estar experimentando.

Ainda sobre o circuito da pequena placa, a etapa que nos interessa é a primeira, que está preparada para a recepção dos sinais de rádio. Pois as etapas seguintes dizem respeito ao acionamento dos controles que levam aos dispositivos que acionam a propulsão e projetam as curvas do modelo rádio controlado. Saliento também que após essa primeira etapa, o resultado é em forma de áudio, então basta injetar essa saída na entrada de um pequeno amplificador. Aqui vai uma ressalva. Não adianta tentar ligar um alto-falante na saída desse receptor, pois você não ouvirá nada. A amplificação nesse ponto é muito pequena para isso. Porém experiências podem ser feitas com o uso de um pequeno fone cristal ou mesmo o uso de pequenas cápsulas piezoelétricas. Lembrando que o resultado sonoro ainda assim será muito baixo e bem inconveniente para se ouvir. Por isso meu conselho é por utilizar um amplificador de áudio para reforçar os sinais captados.

O circuito de recepção desses pequenos controles remotos é do tipo super regenerativo. Ele tem a característica de ser extremamente sensível, mas pouco seletivo. Ou seja, caso você more muito próximo de sinais de transmissão é possível captar mais de uma rádio ao mesmo tempo. Caso isso ocorra, tente diminuir a antena para ficar com somente o sinal mais forte. Quanto à antena é um ponto crítico. Não adianta colocar uma antena monstruosa, pois a antena é algo que deve estar em ‘sintonia’ com a faixa que está se trabalhando. Assim, para a faixa de FM dê preferência para antenas verticais de metal com medidas entre 50 cm e 1,20m. Grandes antenas poderão instabilizar o circuito e piorar sua recepção.

Eu gravei um vídeo onde mostro mais detalhes das etapas para você também captar rádios FM com circuitos receptores de controle remoto. Assim, ficará mais fácil para você saber onde deve atuar nesse circuito com as alterações para fazer suas captações.

Porque usar um capacitor ligado em paralelo com motor escovado (brushed) – Qual a função dele?

Algumas vezes você já se deparou com um capacitor soldado nos terminais de um mtor escovado? Muitos desses motores estão presentes em brinquedos, em especial brinquedos rádio controlados. Mas qual será o papel desse capacitor?

O capacitor em um circuito de corrente contínua, ou seja, pilhas, não permite a circulação da corrente elétrica. Bom, agora não entendi. Se o capacitor não deixa passar corrente contínua, o que ele está fazendo em paralelo com o motor? Bom, ainda bem que ele não deixa a CC passar, pois caso contrário iria estar nessa posição fazendo um curto circuito. Mas então de fato o que ele está fazendo?

O capacitor é um componente que permite a circulação de sinais de altas frequências. Durante o funcionamento do motor – ligar e desligar – podem ser gerados sinais de altas frequências. Essas frequências tem a possibilidade de danificar o transistor que está acionando o motor. Sim, você leu certo, o transistor. Ou seja, por meio desse espúrio o transistor poderia até ser levado à queima.

Agora a coisa clareou, né? Então pelo uso do capacitor soldado diretamente no motor, ele funciona como um curto circuito para os sinais espúrios de alta frequência. Assim, ele evita que cheguem até o transistor, evitando sua queima prematura.

Normalmente esses capacitores são do tipo cerâmico em torno de 100 nF. Estou falando de pequenos motores que funcionam com baixas tensões.

Mostrador digital de tensão – Identifique facilmente a tensão de suas baterias

Muitos de nós modelistas conhecemos aquele pequeno dispositivo utilizado para verificar a tensão das baterias LIPO. Ou seja, se você tem uma LIPO 2S, 3S ou outra qualquer é possível utilizar o terminal para carga balanceada, onde inserindo ele no aparelho é exibida a tensão total da bateria, assim como a tensão de cada uma das células.

Porém se você precisa de uma solução para mostrar unicamente a tensão de todas as células somadas, existem outras saídas. No mercado é possível comprar pequenos mostradores que utilizam-se de um display de LED 7 segmentos, para mostrar o valor da tensão. O melhor é que muitos deles possuem tão somente 2 fios, ou seja, a ligação elétrica é extremamente simples. Um fio vermelho liga no positivo da bateria e o fio preto liga no negativo.

Você pode utilizar esse mostrador até em painéis de automodelos para rapidamente indicar a tensão da bateria. Mas você pode se perguntar que outra vantagem tem esse dispositivo sobre o primeiro que comecei no texto. Bom o checador de baterias LIPO célula por célula, não fica sempre mostrando o valor total da bateria. Ou seja, ele fica oscilando entre o valor de cada célula e o valor total. Assim, se você tem uma bateria 4S esse dispositivo irá mostrar em pequenos intervalos 5 diferentes valores. Ou seja, pode ser algo que você não deseje.

Já utilizando um pequeno mostrador de LED 7 segmentos a leitura é rápida e direta. Passou os olhos e já viu a tensão total disponível. Enfim, os dois aparelhos têm suas utilidades. Mas dependendo da aplicação pode ser que você prefira um ao invés do outro. O importante é saber que existem e suas vantagens e desvantagens. Assim em um momento de necessidade poderá melhor decidir sobre qual utilizar.

Eu fiz até um vídeo mostrando esse pequeno mostrador de LED 7 segmentos. Dá uma assistida abaixo.

Aprenda como fazer para soldar o bullet – muito utilizado para conexão do motor no modelismo geral

O que é bullet? Do inglês ‘bala’, como bala de uma arma. Mas o que isso tem a ver com modelismo? O que ocorre é que foram desenvolvidos uns ‘engates rápidos’ para serem utilizados nas conexões elétricas entre o motor e ESC. Essas conexões são realizadas por meio de dois conectores metálicos. Um deles é um macho e o outro fêmea. Porém o conector macho lembra uma ‘bala’, por isso o nome bullet.

Mas porque usar o bullet? Bom, existem algumas razões. Uma delas é pelo fato de facilitar muito a substituição das partes dentro de um modelo. Veja só, você não precisa utilizar solda e nem cortar nenhum fio. Portanto, se precisar substituir o ESC, rapidamente você pode fazer isso. Da mesma forma na troca de motor. Veja só ainda tem um detalhe nisso tudo. Os motores sem escovas possuem três terminais e por vezes precisamos inverter o sentido do motor. Mas não no rádio diretamente e sim no motor. Veja que fácil. Basta inverter rapidamente 2 fios e o motor gira para o outro lado. Agora se tivesse que cortar e soldar seria tudo mais complicado.

Mas porque não usamos bullet em drones? A resposta é que em muitos drones pequenos temos a questão do peso para voo. Então damos preferência por cortar os fios do tamanho exato. Assim eliminamos peso do fio e a necessidade de usar bullet. Por exemplo, eu montei um drone QAV 250. Foi tudo com ferro de soldar ligado diretamente sem usar bullet. Porém em caso de algum defeito no motor ou no ESC você vai precisar usar o ferro de soldar.

E como fazemos para soldar os bullets? Bom, esse ponto é importante. Os bullets são bem pequenos e para soldar eles você precisa prender na sua bancada de alguma forma para que ele fique na vertical. Pois só assim você conseguirá depositar a solda no interior dele e depois, enquanto ela ainda estiver líquida, inserir o fio no seu terminal.

Mas não pense que após soldar está finalizado. Como disse, o bullet é completamente feito de metal e por isso não pode ficar sem isolamento. Imagina três bullets lado a lado de um motor brushless? Seria o caos, pois como os fios tem os mesmo tamanho eles poderiam se tocar e queimar o ESC, por exemplo. Mas como isolar eletricamente o bullet? Você até pode pensar em fita isolante, por exemplo. Funcionar, vai, mas não é o ideal. O correto mesmo é fazer uso do espaguete termo retrátil.

Eu já falei um bocado aqui no site sobre o espaguete termo retrátil, mas em linhas gerais é um pequeno tubo de borracha que é usado para encapar fios. Ele tem esse nome pois se contrai ao ser aquecido. Para aquecer o mesmo, o ideal é usar um soprador térmico, mas um isqueiro também resolve a questão.

Para te ajuda com tudo isso que falei eu gravei o vídeo abaixo com mais detalhes sobre o bullet. Veja e depois deixe lá nos comentários seu feedback.

Vários barcos e lanchas navegando na Vila do Pan – Panamericana

Um dia de sol, com os amigos navegando com lanchas e outros barcos de controle remoto no Rio de Janeiro. A Vila do Pan possui um grande e belo lago onde levamos nossos modelos de rádio controle para navegar. Sempre que levo meu navio para algum encontro faço filmagens a bordo com minha pequena e leve câmera HD Wing. Ela é uma câmera muito pequena e leve por não ter uma carenagem. Ou seja, o seu circuito interno é exposto e por isso é preciso tomar muito cuidado com quedas. Sim, uma pequena queda pode quebrar a lente por exemplo, já que ela fica bem exposta. Mas a grande vantagem é seu pequeno peso, o que permite embarcar ela nos mais diferentes modelos. No caso dos barcos, o peso normalmente não se traduz em algo complicado. Mas para voos, por exemplo, é importante destacar essa questão.


Então em um desses encontros o qual filmei, fiz uso dessa minha câmera HD Wing. Normalmente eu a coloco na proa, assim ela pega a visão em primeira pessoa da parte frontal da embarcação. Mas você pode instalar em vários locais para experimentar e testar. Quem sabe encontra alguns ângulos diferentes que deem uma boa imagem.

O legal da filmagem com a presença de vários colegas com seus barcos na água, é que além de você filmar seu percurso, acaba capturando também belas imagens dos outros barcos na água. Mesmo que seu barco não tenha muita velocidade, a filmagem fica muito legal. Eu acredito que muito do efeito resultante, ganha um espetáculo pela câmera estar muito próxima a água.

Como estava dizendo, que sempre gravo tomadas em vídeo dos passeios, aqui abaixo deixo registrado um desses. Dá uma assistida e depois coloca lá nos comentários o que achou.

Aprenda sobre o controle remoto dos carrinhos de brinquedo – Veja como fazer manutenção e alterações

Muitas vezes nós nos deparamos com pequenos carrinhos de controle remoto. São aqueles tipo brinquedo que possuem em geral as funções de frente, trás, direita e esquerda. Eles são tão comuns que as empresas que os fabricam, de uma forma geral, utilizam-se da mesma estrutura de rádio controle. Ou seja, o circuito de todos esses modelos é praticamente o mesmo.

Eles se baseiam em 2 circuitos integrados que fazem parte do coração do rádio. Um deles está no transmissor e dessa forma é responsável pela codificação do sinal. Já o outro está no receptor e interpreta esses valores que foram codificados.

Por vezes o circuito integrado entre diferentes brinquedos pode ter uma numeração diferente, mas saiba que a estrutura interna é a mesma. Eu mesmo conferi isso em um desses brinquedos. Para isso eu pesquisei e encontrei a estrutura desses componentes e o circuito geral de todo o rádio controle, transmissor e receptor.

A vantagem disso é que facilita para aqueles que fazem manutenção nesse tipo de brinquedo. E além disso, ajuda aos que, como eu, são makers e acabam desmontando esses circuitos e fazendo alterações no mesmo. Aqui nesse blog e lá no meu canal no YouTube você encontra uma modificação que fiz nessa placa receptora para ser transformada em um receptor FM.

Mas outras várias modificações podem ser realizadas, inclusive aumentar o número de canais que serão usados. Como vocês verão existem controles que estão presentes no circuito integrado mas muitas vezes não são usados. Por exemplo, a função Turbo. Ela está idealizada no projeto do circuito integrado mesmo que o carrinho não tenha implementado essa função. E portanto você pode desenvolver essa função para esse carrinho ou até usar esse canal para outra função qualquer, como acionar uma sirene.

Na parte regenerativa do sinal do receptor, encontramos somente 1 único transistor. Depois esse sinal é levado ao circuito integrado que é o cérebro que controla tudo. Ele interpreta os sinais enviados pelo transmissor, decidindo assim qual a saída desse circuito integrado será acionada. Para controlar os motores são usadas as famosas Ponte H. São circuitos que usam 4 transistores no entorno do motor para fazer a sua reversão de polaridade. Ligados à esses 4 transistores existem outros dois que de fato acionam a Ponte H. Portanto para cada motor estamos falando de 6 transistores e assim normalmente perfazendo um total de 12 transistores no receptor que tem as 4 funções que mencionei no início desse texto (frente, trás, direita e esquerda).

Importante salientar que para diferenciar a Ponte H do motor da direção do acelerador você encontrará transistores de modelos únicos. Já que a parte do acelerador tende a ser usada com maior frequência e consumir maior corrente devido ao tamanho do motor, então os 4 transistores da ponte H são normalmente maiores.

Para ajudar a esclarecer esses pontos até gravei o vídeo abaixo. Nele eu inclusive falo em mais detalhes sobre as tensões de alimentação para os circuitos integrados codificador e decodificador. Além disso, mostro o circuito do transmissor e também do receptor. Agora ficou fácil entender esses pequenos rádio controles e fazer a manutenção e alterações.

Monte um dispositivo para limpar facilmente ponta ferro soldar – Indispensável na bancada eletrônica

Durante o processo de soldagem, entre uma solda e outra, acabamos por vezes deixando uma quantidade de estanho na ponta do ferro de soldar. Isso atrapalha muito a próxima soldagem, pois o ideal é que a ponta esteja limpa. Com a ponta limpa fica fácil dosar a quantidade de estanho para a próxima soldagem e assim controlar bem esse processo.

Mas o problema é que essa solda se acumula independentemente da nossa decisão. Faz parte do processo de soldagem. Ou seja, após soldar sempre fica um pouco de solda ali na ponta do ferro de soldar. Na próxima soldagem talvez fique um pouco mais e isso vai atrapalhando o resultado que buscamos com uma boa soldagem.

Ainda existe um outro agravante, a fumaça que fica saindo do ferro de soldar enquanto ele está com estanho derretido na sua ponta. Essa fumaça incomoda muito (pelo menos para mim) e também faz mau à saúde. Por isso é melhor a gente buscar eliminar essa fumaça. Já dei dois excelentes motivos para você pensar nisso. Um de ordem prática ligado diretamente a um bom resultado que será obtido durante a soldagem e outro associado com questões de saúde.

Para fazer essa limpeza do ferro de soldar, alguns fabricantes vendem uma esponja vegetal que é usada nesse procedimento. Alguns suportes de ferro de soldar até vêm com esse tipo de dispositivo. Sinceramente eu não gosto muito dessa esponja para realizar a limpeza da ponta do ferro. Mas se você se sente bem usando ela, fique tranquilo. Porém eu vou te dar uma outra sugestão que venho usando há muitos anos e funciona muito bem.

O processo que uso na limpeza faz uso também de uma esponja, mas nesse caso é uma esponja usada na limpeza de louças. Trata-se da esponja dourada que pode ser usada para ariar panelas e você encontra facilmente nos supermercados. Além do mais, ela não é cara e o seu uso vai durar por muitos e muitos anos. Isso porque ela não estraga com o uso, pois a solda não gruda na sua superfície. Sim. Isso é perfeito para nosso uso.

Assim, o que você precisa fazer é providenciar um pequeno pote de vidro. Sim. Tem que ser de vidro. Poderia até ser de metal, mas vai te atrapalhar a visualização do conteúdo. Por isso, procure um pequeno vidrinho. Dentro dele insira a esponja. Coloque a mesma bem no fundo dele. E está pronto.

Durante o processo de soldagem vá inserindo, entre as soldagens, o ferro dentro dessa esponja. Você verá que ele sai completamente limpo. Na hora termina aquela fumaça dele e você pode seguir para a sua soldagem seguinte. Repare também que no fundo do pote de vidro vão se depositando pequenos pedaços de solda. Por isso a necessidade de um pote de vidro. Primeiro que ele resiste ao calor do ferro e depois você pode ir vendo a sujeira se acumulando dentro dele. Com o tempo tire essa esponja e jogue o resto de solda que se acumulou no fundo. Recoloque a esponja e pronto.

Para te ajudar nesse processo eu gravei o vídeo abaixo. Veja só que simples é fazer isso. O resultado é sensacional e você nunca mais vai querer se separar do seu pequeno pote que limpa a ponta do ferro de soldar.