Se você montar um barco controle remoto assim, fica fácil

Muitos de vocês podem se deparar com pequenos barcos e lanchas de brinquedo que com um pouco de criatividade têm condições de virarem um barco rádio controlado. Eu mesmo já apliquei essa técnica com alguns barcos. Posso citar como exemplo, a Guliver. A Guliver é uma marca que fabricava brinquedos na década de 80. Entre os seus brinquedos ela fabricou uma série de barcos de plástico. Com cascos lindos de material muito bacana, principalmente para a época. Esses barcos foram feitos em várias versões, alguns até de super heróis.

Os barcos funcionavam de verdade, com o uso de pilhas. Porém eles não eram de controle remoto. Você colocava as pilhas e ligava um interruptor onde o motor girava na velocidade máxima. Aí era preciso ajustar a direção do leme. Todo o ajuste era manual. O leme era um pouco duro para movimentar com a intenção de não sair da posição em que fora ajustado pelo usuário. Então, era só colocar na água e a diversão estava pronta.

Os barquinhos navegavam bem e eram bonitos de se ver. Ainda hoje é possível encontrar modelos desses barcos a venda em sites de “usados”. Eu mesmo já comprei 2 modelos, são eles:
– Guliver LT70
– Guliver Cristina

A LT70 é uma lancha estilo militar. Possui comprimento total de cerca de 40 cm. Já a Cristina faz um estilo civil de um barco usado para lazer. Essa mede 35 cm de comprimento.

Quando as adquiri, ambas ainda tinham os motores originais do barco. E os dois ainda funcionavam perfeitamente. Na LT70 mantive o motor original. Ela não atinge hoje a mesma velocidade do modelo original, pois eu resolvi alimentar com uma tensão menor. Dessa forma o barco pode ser usado por crianças sem o perigo de se chocar violentamente com outros barcos ou até contra algum obstáculo.

Ambas possuem um servo de 9 gramas instalado no leme. O controle remoto usado foi um modelo Turnigy 9X, mas é possível utilizar qualquer modelo nessa adaptação.
Então da próxima vez que vir um barco ou lancha de brinquedo, enxergue ele com outros olhos. Afinal, ele pode virar seu novo barco RC.

O barco controle de remoto que jorra água pela escada magirus

Em muitos projetos se torna necessário o uso de algum artifício com o qual seja possível jorrar água para o alto. Os projetos mais comuns envolvem a criação de barcos rádio controlados que possuem dispositivos tipo mangueiras de incêndio. Existe um motor muito útil para essas funções. Ele está dentro de cada um dos automóveis que existem.

Trata-se do motor do esguichador de água do para-brisas. Esse motor funciona com uma tensão máxima de 12 Volts que corresponde a tensão da bateria do carro. Porém, saiba que é perfeitamente possível alimentar esse motor com uma tensão mais baixa. Fazendo isso ele girará em uma menor velocidade e consequentemente o volume de água que será jorrado será menor. Talvez isso até seja interessante para ajustar o uso desse motor ao seu projeto.

Pois afinal, esse modelo de motor quando alimentado com 12 Volts possui uma força bem grande a água vai bem longe. Então, talvez realmente seja interessante utilizar uma tensão menor. Quem sabe alimentar ele com uma bateria LIPO 2S ou invés de 3S.
Eu já utilizei com as duas tensões e ambas funcionam super bem dentro dos parâmetros que mencionei. Um outro fato importante que também já experimentei é o tempo máximo de funcionamento desse tipo de motor.

Você verá que ele é meio blindado com um invólucro de plástico. Isso faz com que a transferência de calor para o meio externo seja prejudicada. Já fiz um teste onde estressei um motor desses de marca genérica até a queima do mesmo. Ele funcionou por 15 minutos seguidos em parar jorrando a água. Ao longo do teste eu fui monitorando a temperatura do mesmo com a mão. Vi que estava esquentando demais e sabia que o fim dele estava próximo. Depois dos 15 minutos de uso ele fritou. Saiu fumaça e parou de funcionar.

Então a dica é utilizar ele com moderação utilizando-se a alimentação de 12 Volts. Se alimentar com uma tensão menor irá favorecer esse processo de aquecimento que será bem mais demorado. Uma outra coisa que pode ser feita é colocar um dissipador de calor em alumínio no corpo do motor juntamente com o uso de uma pasta térmica para ajudar nessa transferência.

Um outro ponto de grande importância trata da polaridade desses motores. Como a água entra sempre por um ponto específico e sai por outro, se inverter a polaridade do motor ele não vai funcionar adequadamente. Até vai jogar alguma água, mas bem fraca. O motor não queimará caso você inverta, somente o funcionamento desse será prejudicado.

Ah, eu já desmontei um motor desses. Dentro dele é bem simples. Uma pequena peça de plástico faz o papel do pinhão que pressuriza a água. O motor utilizado me parece um 380 ou 390. Dá para reutilizar o motor em algum projeto sem sombra de dúvidas.
Uma outra grande vantagem desse motor é o preço. Não é caro e é algo bem fácil de encontrar em qualquer loja automotiva.

Você nunca pensou nessa forma de gerar fumaça em modelismo

Para quem gosta de modelismo, em vários momentos nos deparamos com a necessidade de gerar fumaça para sair de uma chaminé ou cano de descarga. Sim! Queremos que os modelos se pareçam com o real. E muitas vezes alimentamos os modelos com pilhas e não motores a combustão, dessa forma não tendo o realismo da fumaça.

Gerar fumaça não é um bicho de sete cabeças e temos uma série de possibilidades disponíveis. A mais famosa é com o uso do mesmo material que é normalmente utilizado em festas e discotecas. Esse material é uma espécie é glicerina diluído com água. Porém para gerá-la é preciso aquecer esse material. Aquecer algo dentro de um modelo elétrico pode não ser uma boa ideia. Então eu decidi não seguir por esse caminho na construção de uma chaminé para meu rebocador.

Então um dia em casa vi meu filho fazendo nebulização e saquei que aquele seria um excelente caminho. A fumaça não é tóxica e não custa nada, já que basta colocar água em um reservatório. Sei que esse processo ocorre através de ondas sonoras de altíssima frequência que ao entrar em contato com a água a levam para o estado gasoso. Para minha surpresa o dispositivo transdutor oficial utilizado nos nebulizadores não é tão baratinho. Além do mais, não basta esse transdutor, mas é preciso também montar um circuito que irá fazer com que o mesmo entre em oscilação.

Bom, até aqui já sabia o caminho que iria seguir, porém não como implementar da forma mais barata e simples. Pensei em comprar um nebulizador barato que já resolveria meu problema. Sim, é verdade. Porém o mais barato deles ainda achei caro.
Até que descobri um dispositivo que gera nebulização para ser usado em fontes de água residenciais. A ideia é gerar uma névoa e com a ajuda de LEDs dar um ar diferentes a essas pequenas fontes que colocamos em casa sobre as mesas onde a água fica caindo.
Esse aparelho é facilmente encontrado em lojas on-line e custa bem pouco se comparado a todas as outras possibilidades. O único inconveniente dele é que o mesmo funciona com 24 Volts. É uma tensão um pouco mais alta do que normalmente usamos nos modelos. A minha solução foi ligar em série duas baterias 3S (12 + 12).

Porém agora ainda temos um problema para resolver. A fumaça gerada nesse caso é muito pesada. Precisamos adaptar uma ventoinha para fazer com que a mesma seja impulsionada para fora. A ventoinha pode ser comprada para uma tensão de 12 Volts ou até menos de acordo com sua necessidade.

Dois cuidados devem ser lembrados. Jamais ligar o aparelho sem água, pois caso contrário ele irá queimar. Além disso, lembrar que a fumaça é formada por gotículas de água e por isso é bom proteger partes por onde a fumaça vá passar.
O resultado é bem bacana. Assista o vídeo onde falo os detalhes desse transdutor elétrico e o veja em ação.

Agora você pode aprender o que é um ESC

ESC significa Eletronic Speed Control, ou seja, controle eletrônico de velocidade. Dessa forma esse componente faz o meio de campo entre o motor elétrico e o receptor do rádio. Por essa razão o ESC é encontrado em aviões, carros e barcos elétricos somente. Pois nos modelos a combustão não há necessidade desse dispositivo.

Existem ESC para motores com escovas (escovados), assim como para modelos sem escovas ou brushless. A diferença fundamental está no fato de sendo um ESC para brushless ele possui 3 fios para a ligação do motor, já que esses motores possuem 3 fios.
Também é muito normal o ESC conter dentro de sua construção o que chamamos de BEC. O BEC é uma parte do circuito que gera por uma saída uma tensão de 5 Volts. Essa tensão será utilizada para alimentar o receptor do controle remoto.

Dica de como fazer FPV de forma simples e barata com óculos VR para celular

Fazer FPV hoje é algo digamos até corriqueiro. Vários são os equipamentos disponíveis para colocar isso em prática. Ah, você não sabe o que é FVP? Significa no inglês visão em primeira pessoa. Ou seja, é você embarcar uma eletrônica no modelo e acompanhar através de imagens o que o piloto desse modelo está vendo. É uma simulação de como você estivesse dentro do modelo.

Para fazer isso é necessário uma câmera dentro do modelo e um transmissor. E para receber os sinais um receptor e um monitor de vídeo. Isso é o básico necessário, mas é claro que pode-se adicionar mais coisas e deixar a brincadeira mais legal.

Por exemplo, é possível utilizar um óculos que faz com que você participe mais intensamente da situação. Mas para quem está chegando agora nesse mundo sempre fica a dúvida sobre o que é necessário. Foi por isso que fiz esse vídeo explicando o básico para fazer FPV. Ah, e fique sabendo que é possível fazer o FPV em aero, nauti e auto. Então escolha seu hobby e FPV nele!

 

 

Comprovado: Motor sem escovas e sua superioridade

Motor sem escovas é uma evolução do motor escovado. O termo escova vem do fato de existirem contatos que transmitem a tensão para o induzido que é formado por bobinas de fios. Essas escovas geram alguns problemas. Um deles está associado ao seu desgaste. Com o uso o motor para de funcionar e é preciso trocar elas. Um outro problema é que o atrito dessas escovas produz interferências que podem afetar o funcionamento de equipamentos de áudio próximos. Essa é a razão pela qual no passado era difícil se colocar um ventilador em circuitos que produziam muito calor. Pois se esse circuito fosse algo relacionado a áudio interferências poderiam ser ouvidas nos alto-falantes. Já nos dias de hoje isso é perfeitamente possível de ser feito com o uso de ventoinhas. As ventoinhas de computador por exemplo são formadas por motores sem escovas e dessa forma não apresentam os dois problemas anteriormente mencionados.

Os motores sem escovas ou brushless (do inglês), estão atualmente experimentando o seu auge. Antigamente as parafusadeiras elétricas possuíam somente motores escovados. Nos dias de hoje, por exemplo, já é possível comprar uma parafusadeira com motor sem escovas. Esse fato para citar algo mais próximo a realidade da maior parte das pessoas. Porém os motores sem escovas invadiram os modelos, sejam, barcos, carros ou aviões. Formaram uma bela parceria com as baterias LIPO e com isso hoje é possível voar e correr em grandes velocidades.

Existe também uma diferença muito marcante entre os motores brushless e os com escovas. Esse fato está ligado a que no motor com escovas, bastava uma alimentação e a ligação era direta ao motor. Já no motor sem escovas utilizados no modelismo isso não é possível. Esse motor devido a forma como suas bobinas estão enroladas precisa de um controle eletrônico para acionar as mesmas. Dessa forma, é imprescindível um componente conhecido como ESC (controle eletrônico de velocidade) para o motor sem escovas funcionar.

Assista no vídeo abaixo mais alguns detalhes que cito sobre esses motores e veja detalhes da sua constituição.

Como prender a câmera de aventura no seu modelo?

As câmeras de aventura são muito legais para serem colocadas a bordo em modelismo. Podemos usar para automodelismo, nautimodelismo e aeromodelismo, entre outros hobbys. Porém vem a questão. Como a prender de forma que fique segura e não caia enquanto em movimento?

Para resolver essa questão acho o mais conveniente usar a caixa estanque de plástico que vem no kit dessas câmeras, não importa a marca e modelo. Esse compartimento possui uma presilha na parte de baixo e dessa forma é possível prender dentro do modelo.
Eu tenho uma dica boa nessa hora. Usar aquela peça de plástico onde a câmera vem presa assim que a compramos na loja. Seria uma peça que iria para o lixo por em princípio não ter utilidade. Mas é possível sim fazer uso dessa parte plástica.

Você pode cortá-la e ajustar da melhor maneira que lhe convier dentro do modelo. Essa peça plástica pode ser aparafusada no modelo e depois basta vir com a câmera de aventura e a prender utilizando o seu devido suporte.
Nesse vídeo a seguir eu explico em detalhes como realizar isso.

O espaguete termo retrátil no modelismo

Ah, o termo retrátil. Se antes era a fita isolante agora esse tubinho de borracha resolve quase tudo. Sim, não dá para dizer que não é preciso mais usar fita isolante. Pois a mesma tem várias aplicações principalmente na área da elétrica. E hoje no mercado existem várias marcas muito boas de fitas isolantes.

O termo retrátil é um tipo de tubo de borracha/plástico constituído de um material que se contrai ao ser aquecido. Sendo assim é possível usar ele para encapar fios. Para aquecer o mesmo você pode usar um soprador térmico que é uma espécie de secador de cabelos porém para uso profissional. Um secador de cabelos até pode ajudar também no uso do termo retrátil. Agora se você não tem algo do tipo pode aquecer o termo retrátil com um isqueiro ou até mesmo com fósforo. Não é o indicado, mas funciona. Eu mesmo faço muito desse jeito.

Assiste aí no vídeo os detalhes de como ele nos ajuda no modelismo.

 

 

O que é o balanceador de rádio – Qual a função? Devo comprar um desses?

Pode até parecer bobeira um recurso desses, mas saiba que ajuda muito. Com um balanceador de rádio ele fica mais equilibrado e você não precisa ficar segurando ele com as mãos. Através do cordão, neck strap, você pode simplesmente deixar ele solto, tipo “flutuando”.

Depois que você usa, não quer mais ficar sem. É possível comprar por um preço bem baixo e a maior parte deles é de metal. Indico que seja de metal para ser capaz de sustentar bem o rádio sem risco de quedas.

Você não imaginava que era possível entelar a asa com papel

Anos atrás essa era a única forma de entelar a asa de um avião, utilizando papel. Com o passar dos anos surgiram uma série de novas possibilidades, entre elas a mais famosa que utiliza um filme plástico retrátil com o calor. Muito conhecido como monokote esse plástico é o responsável por encapar, digamos assim, a maior parte dos aeromodelos. Ah, bem importante falar que ele funciona com calor e por isso não é aplicado em aviões de isopor. Nos aviões de isopor você precisa usar um filme adesivado.

Porém voltando ao papel de seda, saiba que é possível entelar a asa com ele ter excelentes resultados. Basicamente você precisa do papel de seda. Existem papéis um pouco mais grossos no mercado voltado exclusivamente para essa função e ainda é possível comprar via internet. No meu caso fiz o uso do papel de seda mais fino, também chamado de papel fino. Esse papel é muito usado em pipas e funciona super bem.

Você precisa colar ele com a ajuda de um pincel passando cola branca diluída em água. Vá então colocando o papel já cortado nas partes. Depois de colar toda a asa você precisa borrifar água na asa para ela poder esticar. Esse processo, de esticar, vai levar mais de uma hora após aplicada a água.

No vídeo mais abaixo você verá a asa que entelei usando esse papel. Nele falo também a respeito da técnica que deve ser usada nesse processo.